Monday, November 16, 2015

Mini-tsunami

Um amigo fictício aparece na minha casa e saímos em uma road trip para a praia. Esse amigo parece um wookie de tamanho humano e uma cabeça enorme.
Subimos na SUV do amigo e partimos. Pegamos bastante chuva na estrada e chegando na praia, o amigo tira um AK do banco de trás e pede pra que eu mantenha sempre comigo.
Saindo do carro eu estou numa sunga verde e encontramos meu professor favorito do colégio saindo da areia de duas moças jovens. Ele me cumprimenta formalmente e enquanto aperta a minha mão ele fala sério - Nunca esqueça do plano B.
ele vai embora e as duas moças passam a acompanhar eu e o meu amigo wookie-like, elas comentam como a praia está perigosa por causa do sol forte, eu penso comigo mesmo que estarei seguro pois estou usando protetor solar.
Seguimos para um bar na beira da praia que parece mais um botequinho de familia, really. Eu digo que não vou pedir nada mas não conto pra ninguem que é porque estou sem dinheiro, enquanto o meu amigo compra dois sanduiches e diz que eu posso comer um. è um sanduíche estranho de banana grelhada e um pão esquisito, mas de alguma forma estava muito gostoso.
Antes mesmo de terminar meu sanduíche, ondas cada vez maiores começam a entrar no bar e empurrar as pessoas contra as paredes e o balcão. Essas ondas são estranhas, porque depois de bater nas pessoas e nas paredes elas são absorvidas pelo chão e o bar fica mais ou menos seco até a próxima onda. E seguro o resto do meu sanduíche no alto para não molhar e os outros fregueses começam a ficar assustados com as ondas cada vez mais potentes até que elas param. Olhando pelas portas eu vejo que o mar recuou uma boa distancia e tudo que vejo são centenas de metros de areia empoçada. As pessoas aproveitam o intervalo nas ondas para fugir do bar e eu faço o mesmo, lembrando de que isso é um sinal de tsunami e a julgar pelo quanto o mar recuou, uma das grandes. Todo  mundo chega a salvo no alto do morro que fica à borda da faixa de areia, eu tento avisar as pessoas que tem uma tsunami vindo, mas todos ja parecem saber disso.
Então o mar começa a voltar numa onda muito grande, mas nem de perto tão grande quanto eu esperava, e ela quebra inofensivamente na encosta do morro.
No meio dessa confusão eu me perdi do meu amigo e fiquei perdido no meio de umas dunas até ver o amigo acenando pra mim da borda das dunas.
A partir daí eu sou uma mulher e estou no carro do amigo, ele me da um dispositivo que me faz ficar invisivel e me pede para espionar uma cientista supostamente muito competente.
A casa dela fica num campo verde, empoleirada no alto de uma colina baixa com vista para o mar. É uma casa bem horizontal, sem telhado e com grandes janelas no lado que dá para o mar. Eu me infiltro na casa, já invisivel e sinto que a casa é estranhamente familiar; andando pelo corredor e passando e pela cozinha eu quase sinto como se conhecesse essa mulher, tem louça suja largada por todo o canto e embalagens de lanches e comidas também. É chegando na sala comprida e bem iluminada, mesmo que à meia-luz do pôr-do-sol que eu vejo a tal cientista trabalhando, sentada numa cadeira com um laptop no colo. Eu tento me aproximar sorrateiramente e sem fazer barulho, mas mesmo estando completamente invisivel eu sinto que ela sabe que eu estou la. E soon enough ela levanta da cadeira e vem na minha direção, chegando bem na minha frente, estendendo a mão e puxando o fio do dispositivo que me deixava invisível. Eu fico super sem jeito, mas ela parece não ligar muito e começamos a conversar. Depois de uma boa conversa (que eu não consigo lembrar) nós saimos pra passear no carro conversível dela e isso é muito legal. O céu está laranjado e azul e ela dirige por uma estrada reta e vazia com o vento na cara e o radio tocando alguma musica legal.
Depois disso eu só me lembro de estar de volta em casa com o amigo monstruoso que tinha feito desenhos obcenos pelos azulejos da lavanderia.

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